O LTCAT é um documento extremamente sensível porque serve de base para aposentadoria especial, para o eSocial e para eventuais ações trabalhistas.
E, por isso, é também um dos documentos mais auditados — e onde mais aparecem inconsistências.
A seguir, uma análise aprofundada das falhas mais comuns e como eliminá-las.
1. Medições antigas ou inadequadas
Um dos erros mais frequentes é usar medições feitas há muito tempo ou com equipamentos fora da calibração.
Falhas típicas:
- IBUTG desatualizado,
- Ruído com metodologia antiga,
- Vibração sem registro do equipamento,
- Amostragens insuficientes.
Isso gera glosas imediatas em auditorias.
Como evitar:
Atualizar sempre que houver qualquer mudança de processo, equipamento, produto químico, layout ou ritmo de produção.
2. Divergência entre o PGR e o LTCAT
Auditores sempre cruzam informações do LTCAT com o PGR.
Se um documento afirma que há ruído acima do limite e o outro não menciona exposição, a inconsistência é identificada na hora.
Como evitar:
Revisão integrada entre equipe técnica, garantindo coerência na descrição dos riscos e das exposições.
3. Enquadramento incorreto de agentes nocivos
É comum ver LTCATs que:
- Classificam agentes sem fundamentação técnica,
- Ignoram limites de tolerância atualizados,
- Não aplicam metodologias vigentes.
Exemplo clássico:
Calor avaliado sem considerar IBUTG conforme norma, gerando exposição equivocada.
4. Laudos genéricos ou “copiados”
Um erro gravíssimo e muito comum: empresas utilizam modelos prontos, sem analisar o ambiente real.
Os sinais de um laudo genérico são facilmente identificados:
- Mesmas descrições para empresas diferentes,
- Textos desconectados do processo produtivo,
- Ausência de fotos ou registros,
- Falta de fundamentação metodológica.
Laudos assim são invalidados.
5. Falta de análise de EPC e EPI
O LTCAT deve considerar:
- Tipos de EPCs instalados,
- CA atualizado do EPI,
- Eficiência de proteção,
- Evidências de entrega e uso.
Se não houver essas informações, o documento é automaticamente questionado.
6. Responsável técnico inadequado
Outro erro comum é LTCAT assinado por profissional não habilitado.
É obrigatório ser elaborado e assinado por engenheiro de segurança ou médico do trabalho.
7. Falta de rastreabilidade e evidências
Auditores hoje pedem:
- Fotos,
- Registros de medições,
- Número de série do equipamento,
- Certificados de calibração,
- Histórico de avaliações.
Sem isso, o LTCAT perde validade.
Erros no LTCAT não são apenas burocráticos — geram custos reais:
- Ações trabalhistas,
- Revisões pelo INSS,
- Multas,
- Penalidades no eSocial.
A OSM Gestão realiza auditorias técnicas completas, revisões e atualizações para garantir que o LTCAT esteja blindado para qualquer fiscalização






